Médico em Casa

Cirurgia plástica gengival

Entrevista com a periodontista
Dra Maristela Lobo
CRO/SP:81.401

Silmara Biazoto

Quais são as alterações gengivais em que se indica cirurgia plástica para correção?

A cirurgia plástica é funcional e estética. Toda cirurgia plástica é indicada para recobrir a raiz que está exposta:

  • Tem cirurgia plástica para quem tem gengiva em excesso, aquela pessoa que quando sorri aparece muito a gengiva;
  • Tem uma cirurgia para o aumento de coroa clínica, em que se faz o alinhamento nas margens da gengiva, trabalha-se a moldura que a gengiva faz para que se exponha o máximo possível do dente e para que as proporções fiquem equilibradas;
  • Tem outro tipo de cirurgia plástica que é o peeling, o clareamento da gengiva pigmentada e escurecida.

São várias possibilidades para fazer as correções de gengiva, inclusive após um tratamento periodontal e podem ser feitas também antes de tratamentos estéticos como lentes de contato e coroa, que podem ser de cerâmica e resina.

 

Quais as condições bucais e do corpo que o paciente precisa ter para fazer a cirurgia?

É preciso que o paciente esteja saudável, sem doença periodontal, sem cárie e sem nenhuma bactéria que possa comprometer o resultado da cirurgia.

Como toda cirurgia requer cuidados, se o paciente tem uma saúde normal, a mesma transcorre sem problema algum.

Se tiver alguma alteração, nos comunicamos com o médico, mandamos uma cartinha, fala exatamente qual medicação vai utilizar, que tipo de anestésico e em conjunto com o médico,  temos uma noção de como o paciente está.

A anestesia é local, a mesma anestesia que se usa para grávidas, idosos e é difícil o paciente ter algum tipo de alergia a ela.

Antes da cirurgia, toma-se uma medicação pré-anestésica para não inchar e não ter algum tipo de desconforto ou dor e, se o paciente for muito nervoso ou estiver com medo, também administramos um antiansiolítico.

 

Como é a programação para o paciente que precisa fazer a cirurgia em vários locais da boca?

Isso é feito em etapas, vou dar um exemplo: uma paciente que tem muita retração de gengiva na boca inteira, não dá para trabalhar toda a boca numa sessão única.

Dividimos em quadrantes, a área de doação de tecidos e o céu da boca, uma região específica, tem somente dois lados e eu tenho que dar seis meses de recuperação para esse céu da boca, ou seja, eu teria que ter um ano para tratar a boca inteira.

 

Como é a recuperação pós-cirurgia?

São 15 dias de recuperação máxima. Então, eu faço a cirurgia e 15 dias vou marcar o paciente para o pós-operatório e remover o ponto.

O que temos feito? Vai tomar antibiótico, anti-inflamatório, analgésico e um bochecho de antibiótico local. Além disso, a aplicação de laser terapêutico faz com que cicatrize muito rápido. Eu diria que os três primeiros dias são mais desconfortáveis.

 

O paciente que se submete ao procedimento pode ter alguma complicação?

Sim, é possível que exista algum tipo de hemorragia porque tiramos o tecido do céu da boca numa área que tem uma artéria. Eventualmente pode acontecer, mas não é comum. Eu faço muito e tive dois ou três casos.

Pode acontecer também uma infecção se não tomar os remédios adequadamente ou se não fizer uso do bochecho de antibiótico local. Além disso, pode acontecer uma decência,  que é quando eu não atinjo o objetivo esperado da cirurgia porque ou a gengiva se movimentou, ou porque se perdeu o enxerto, ou ainda, uma necrose de enxerto.

Isso pode acontecer, mas depende muito de como foi feita a cirurgia, da parte do profissional e do paciente também.

No pós-operatório, o paciente tem que se comportar e seguir todas as instruções.

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