Médico em Casa

Vacinação infantil

Entrevista com a Pediatra e Coordenadora de Imunologia Estadual da Secretaria de Saúde de São Paulo
Dr Helena Sato
CRM/SP:48.467

Silmara Biazoto

Quais vacinas uma criança deve receber para evitar que algumas doenças graves se desenvolvam ao logo da vida? 

Hoje o Programa Nacional de Imunizações tem um calendário dos mais completos equiparando-se a outros países desenvolvidos. Qualquer uma das vacinas que vamos comentar a seguir estão disponíveis em qualquer posto de saúde.

É importante que ao nascer o bebê receba:

  • A vacina BCG;
  • A vacina da Hepatite B.

O grande benefício da BCG é a prevenção da forma grave da tuberculose. Algumas pessoas perguntam por que fazer a BCG na maternidade. Porque os trabalhos apontam: o ideal é que essa criança seja vacinada antes que se infecte.

Essa criança deverá retornar ao posto de saúde com 02 meses de idade para receber:

  • A vacina poliomielite (da paralisia infantil injetável);
  • A vacina pentavalente (difteria, tétano e coqueluche, hepatite B e hemófilos);
  • A vacina rotavírus;
  • A vacina pneumocócica 10-valente.

Nos primeiros seis meses, as crianças precisam vir mensalmente aos postos de saúde porque uma dose não é suficiente para uma proteção adequada.

Aos 03 meses de idade para receber:

  • A vacina contra o meningicoco C.

Aos 04 meses de idade, as crianças voltam para completar o esquema de vacinação:

  • A segunda dose da vacina de poliomielite;
  • A segunda dose pentavalente;
  • A segunda dose da rotavírus;
  • A segunda dose da vacina pneumocócica 10-valente.

É muito importante reforçar, que se perder o prazo de vacinação, a eficácia não é comprometida. Temos no sistema imunológico células de memória que têm um valor imensurável nas ações de vacinação, ou seja, aquela dose que ela recebeu aos dois meses e aquela aos quatro meses, mesmo com atraso, não vai perder o efeito.

As nossas crianças voltam aos 05 meses para receber :

  • A segunda dose da meningocócica C.

Para algumas vacinas, uma dose protege adequadamente, outras vacinas necessitam de duas e três, depende da resposta imunológica. Sabemos que no caso de algumas vacinas uma dose não será suficiente para adequada proteção daquela criança.

Essas mesmas crianças retornam aos 06 meses de idade para receber:

  • A terceira dose da poliomielite;
  • A terceira dose da pentavalente.

Um dos principais causadores de meningite nas crianças era o Haemophilus influenza e, então, a primeira vacina contra a meningite, foi implantada nos calendários do país. Com a inclusão dessa vacina (pentavalente) já há uma redução abrupta dos casos da doença.

Depois disso, as nossas crianças devem voltar ao posto aos 09 meses para receber:

  • A vacina contra a febre amarela.

Com exceção do Nodeste, todos os estados brasileiros tem indicação da vacina contra a febre amarela.

Com 01 ano de idade, a criança vai receber:

  • A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • A terceira dose da pneumocócica 10-valente;
  • A terceira dose da meningocócica C.

Essas nossas crianças deverão retornar com 01 ano e 03 meses de idade para receber:

  • A quarta dose da poliomielite (via oral) ;
  • A vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela);  
  • A quarta dose da pentavalente;  
  • A vacina da Hepatite A.

Aos 04 anos algumas vacinas precisam de reforços:

  • A quinta dose da poliomielite;
  • A vacina do segundo reforço da tetraviral;
  • A quinta dose da pentavalente.

Anualmente, as crianças não podem deixar de receber:

  • A vacina contra o vírus da influenza. 

Ela faz parte do calendário básico da criança de 06 meses e menores de 06 anos de idade. Vacinamos todo ano porque a influenza é trivalente e protege contra o vírus H1N1, H3N2 e um vírus do tipo B e quem faz a composição é a Organização Mundial da Saúde. 

 

Como é que se chega a essa composição? 

Em cima de uma vigilância epidemiológica do Hemisfério Sul. As vacinas indicadas são as principais doenças que circulam no nosso meio. A duração dessa vacina é limitada entre dez meses a um ano no máximo.  

 

As coberturas vacinais têm caído, por quê?

A meta é atingir uma cobertura de 95% do público-alvo. Essa queda se observou em vários estados a partir de 2016, em média no país ao invés de chegarmos a 95% de cobertura, estamos chegando a 75%.

Infelizmente temos mães deixando de vacinar seus filhos contra a paralisia infantil porque avaliam que o vírus já não circula no nosso meio e não é preciso vacinar, então, isso acaba impactando as nossas campanhas.

O mesmo contra o sarampo, justificando: “a doença só existe na Europa”, e sabemos que tivemos casos de sarampo em Roraima, entrando pela Venezuela, aqui no estado de São Paulo, em um navio de turismo. 

Ainda sobre a paralisia infantil, algumas pessoas dizem: “só ocorre na Nigéria, Afeganistão e Paquistão, não vai chegar aqui”, poderá chegar sim!

Nós sabemos da relação entre os vários continentes, então, não podemos parar de vacinar adequadamente as nossas crianças. Temos casos de paralisia e sarampo no nosso país.

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