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Diabetes Tipo 2

Entrevista com a Endocrinologista
Dra Lorena Amato
CRM:141.594

Em pouco tempo boa parte da população terá diabetes tipo 2 no Brasil. Dra, o que é o diabetes tipos 2 e o que está levando a população a tê-la com mais frequência?

Em relação o diabetes tipo 2, nós temos previsões alarmantes, em algumas até 40% da população estando diabética em 2025 e, em geral, esse aumento de prevalência está ligado ao aumento da obesidade. Estão extremamente associados e caminham juntos. É uma associação de fatores: obesidade, sedentarismo, má alimentação e fatores genéticos.

A base da fisiologia do diabetes tipo 2 é a resistência à insulina, não a sua falta, como ocorre no tipo 1. Para haver essa resistência, deve haver um aumento de gordura visceral nos pontos em que a pessoa é aparentemente magra, mas tem uma parte de gordura visceral aumentada, que em geral está vinculada à obesidade.
O diabetes tipo 2 aparece na vida adulta, mas hoje em dia, com as crianças obesas, esse parâmetro de adulto vai mudar.

Não dormir corretamente, ou seja, pelo menos 8 horas por noite, pode levar uma pessoa a ter o diabetes tipo 2?

A privação do sono não está diretamente relacionada ao diabetes tipo 2, ela está associada ao ganho de peso e já existem estudos comprovando essa associação.
Indiretamente podemos vincular o ganho de peso à privação do sono.

Para quem deseja verificar o açúcar no sangue, qual a medição ideal da glicemia em jejum?

Os níveis normais de glicemia em jejum para adultos estão entre 70 e 99, maior ou igual a 100 já estão alterados, entre 100 a 125 é uma glicemia que requer atenção e cuidados, maior ou igual a 126 já se faz o diagnóstico do diabetes.

O exame de glicemia capilar é preciso?

A glicemia capilar – que perfura a ponta do dedo – tem uma oscilação pelo método que chega a 10%. Se medir a glicemia capilar e no mesmo momento a sanguínea – através da coleta de sangue em laboratório – pode haver uma diferença de até 10% no resultado, sendo considerada normal pela diferença dos métodos.

A capilar não é utilizada para fazer o diagnóstico de diabetes, apenas para acompanhamento da glicemia. É claro que se a pessoa tiver uma glicemia capilar muito elevada, de 200 ou 300 e com sintomas do diabetes, se pode inferir que essa pessoa tenha a doença.

Como é o tratamento do diabetes e o que acontece se não cuidar corretamente?

A base para o tratamento é a mudança de estilo de vida. Como nós falamos, a obesidade é o fator de risco, se não perder peso, não mudar a alimentação, não tiver uma atividade física, todo o tratamento é em vão.
Sempre iniciamos o tratamento com medicamentos via oral e em alguns casos usamos a insulina.

Quais são as consequências para quem não levar o tratamento a sério e não se cuidar corretamente?

As principais consequências são:

  • Acometimento da visão;
  • Acometimentos dos rins;
  • Acometimento da enervação periférica, o que leva a falta de sensibilidade nos pés e mãos que podem levar a amputações.

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