Médico em Casa

Dores no joelho

Entrevista com o especialista em Fisioterapia Neuromuscular e Biomecânica
Dr Thiago Fukuda

Silmara Biazoto

Quais são as dores mais comuns que surgem no joelho?

A dor anterior, também conhecida como dor femoropatelar, é sem dúvida a principal lesão do joelho. Quase 30% das pessoas tiveram, têm ou terão essa dor anterior um dia. 

Ela é caracterizada por um desgaste na cartilagem atrás da patela, aquele ossinho da frente do joelho, o que gera um desconforto para subir e descer escada, para agachar ou quando a pessoa levanta após ficar muito tempo com o joelho parado.

É uma alteração clássica entre pessoas de 25 e 50 anos que ainda não têm sinais de degeneração da cartilagem que está começando a fragilizar, mas ainda não há uma lesão propriamente dita. Isso pode evoluir para uma artrose ou osteoartrose no joelho, um problema muito comum em que essa cartilagem se desgasta por completo.

Além da dor anterior, temos outros problemas como as tendinites de rotina na clínica.

 

Quais são os sintomas específicos de quem tem artrose?

Na artrose o paciente começa apresentar uma diminuição de movimento:

  • Ao dobrar o joelho;
  • Ao agachar; 
  • Sente o joelho solto;
  • Sente o joelho com um espinho dentro dele;
  • Percebe um travamento do joelho;
  • Dor em repouso;
  • Sente uma queimação;
  • Sente falseio no movimento.  

 

No geral, as dores no joelho ocorrem por quê? Seria algum hábito errado na hora de se movimentar?

Existem muitos fatores de risco para você desenvolver dores no joelho:

  • A postura errada no dia a dia no trabalho;
  • Hábitos sedentários;
  • Sobrepeso;
  • Subir e descer escada em excesso;

O exercício nas escadas tem que ser estimulado, mas no caso de pessoas que sobem e descem escadas em excesso, a partir do momento que se tem predisposição para problemas no joelho, o ato de subir e descer escada pode ser prejudicial.

  • Desvio nas pernas;

Quando a pessoa tem desvio do eixo do joelho, que se caracteriza pela pessoa que tem a perna para fora, o que chamamos de alicate ou pessoas que têm o joelho para dentro, em formato de X. Nesses casos, se a pessoa fizer uma atividade como descer e subir escadas pode piorar.

  • Fatores genéticos;

Quem tem o papai ou a mamãe com artrite ou artrose tem uma grande chance de ter o problema.

  • Traumas em acidentes;

Se a pessoa rompeu uma estrutura como um ligamento ou um menisco, também tem uma predisposição maior a desenvolver esses problemas de desgaste que estou abordando aqui.

  • Fraqueza muscular;

Eu tenho muitos pacientes que nunca fizeram exercício na vida, são sedentários e isso enfraquece muito os músculos da coxa e da perna, a fraqueza muscular sobrecarrega o joelho.

  • Sobrecarga muscular;

O outro extremo é o atleta de altíssimo nível, que faz muita atividade, que durante a vida toda carregou muito peso pode ter o desgaste.

O ideal é ficar no meio termo, fazer atividade física sem muito impacto e fazer um fortalecimento preventivo. 

 

Qual exame é realizado para fechar o diagnóstico?

O exame clínico é o mais importante, ouvir do paciente o que aconteceu, ouvir a história dele. Depois, existe um exame físico para detectar qual a estrutura que provavelmente é a fonte de dor. Quando há uma dúvida no diagnóstico se faz outros exames de imagem, seja o raio X, no qual vemos a parte óssea e articular, seja um exame mais detalhado, como uma ressonância magnética.

O que eu quero deixar bem claro é que existe uma cultura hoje do excesso de exame e vou falar que 80 a 90% dos pacientes não precisariam chegar com o exame de imagem porque o diagnóstico clínico já está muito claro, o exame de imagem seria mais para tirar uma dúvida.     

 

Qual o tratamento mais indicado?

Eu costumo dividir o tratamento para estes problemas mais crônicos e degenerativos em planos A, B, e C. Vou começar pelo último, a cirurgia, que pode ser a artroscópica para uma limpeza, mas em muitos casos em que existe a artrose, a artroscopia não tem bons resultados e a solução é a prótese de joelhos. A cirurgia deve ser bem indicada porque são pacientes com uma deformidade grave que já tentaram tratamentos conservadores antes, por isso deixo para o plano C.

O plano B é a medicação. Hoje existem condroprotetores, viscoproteção e ácidos hialurônicos que tentam lubrificar a cartilagem do joelho e que apesar de às vezes não resolverem, ajudam na melhora. A medicação prescrita e sem um trabalho de fortalecimento acaba ficando muito restrita e não alcança os objetivos da medicação.

O que se tem que tomar muito cuidado é que quando os pacientes nos procuram com doenças mais crônicas, como dores nos joelhos, eles já tomaram cartelas de anti-inflamatórios e de analgésicos, e como a artrose é um problema mais mecânico, essa medicação tem efeito por uma, duas ou três semanas e é muito vaga.

O plano A é um bom trabalho de fisioterapia com fortalecimento,  flexibilidade e com anti-inflamatório de uso local, não oral. Isso tem excelente resultado, eu diria que entre 70 a 80% dos casos e para os outros 20 ou 30%, vamos pensar nos planos B e C.

Alguma indicação de tratamento caseiro?

É óbvio que para tentar auxiliar quem está em casa, nos primeiros sintomas, se forem muito leves, talvez até com recursos caseiros se consiga aliviar a dor:

  • Aliviar um pouco a subida e descida de escada;
  • A bicicleta ergométrica é muito boa para quem tem desgaste porque não há sobrecarga no joelho e ajuda a lubrificar;
  • Pode-se usar uma joelheira – essas compradas em farmácia sem o buraquinho na frente e que fique justa e confortável;
  • Usar bolsa de água quente ou gelo.

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Este post tem 5 comentários

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    Cris

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      Até mais!

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